Tuesday, March 13, 2012

Pessoas Fortes

Tenho dó das pessoas fortes.
Toda pessoa forte tem o péssimo hábito de sofrer sozinha.
"Eu apenas falo de meus problemas quando eles já estão resolvidos."
"Se eu pedir ajuda, é pq eu já vou estar quase morrendo."
Duas pessoas diferentes me disseram isso, e as duas tem isso em comum: elas são muito fortes. Elas são admiravelmente fortes.
Como eu disse, eu tenho dó dessas pessoas. Não porque deve ser muito difícil sofrer sozinho, porque, afinal de contas, é passável. Mas o que me faz ter dó delas, é o fato delas nunca terem pensado no sofrimento daqueles que estão ao seu redor, aqueles que com um simples suspiro estariam lá para ajudar. Essas pessoas sempre vão agoniar e sofrer por ver alguém querido, alguém importante, em pura tristeza e não saber o motivo. Vão sofrer mais ainda por querer ajudar e não ter por onde começar.
O que há de tão errado em partilhar sua dor? Será que é tão ruim assim baixar a guarda para aqueles que te amam?
Bem, eu não me importo de ser taxado de idiota, bobo, ou inconveniente. Se eu conseguir um sorriso, se por minha causa aquela pessoa ficou um pouquinho sequer mais tranquila, eu vou ficar satisfeito. Não precisa abrir a porta para que eu entre, eu vou chegar de voadora e escancarar essas barreiras.

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Wednesday, February 22, 2012

Um daqueles dias...

...que tudo parece dar errado.
Você quer ajudar uma pessoa, mas não pode. Sempre a maldita distância te corroendo.
Você quer esquecer o mal estar de todas as coisas ruins que estão acontecendo, mas não consegue.
Você quer conselhos, mas não tem a quem pedir.
Você quer perdoar, mas não consegue aceitar tamanha ofensa.
Você quer pedir desculpas, mas cadê a pessoa para te ouvir?
Amanhã será um novo dia, mas tudo ainda vai estar lá. É terrível como as situações sobre as quais temos pouco ou nenhum controle nos incomodam bem mais...se dependesse apenas de mim, tenha a certeza de que já estaria tudo resolvido...

Vou deixar as canções depressivas para os cantores de blues...


"Dane-se os seus problemas, me arranja um isqueiro e uma palheta..."

Caçadores e suas Caças

A primeira parte, que engloba os registros do Shinsengumi, do blog "Armada Milenar" está terminada.
Quem não viu ainda, já pode ver!

ARMADA MILENAR

Próxima parada: Velho Oeste. Yippie-Kai-Yai!

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Friday, December 23, 2011

Nightingale

Nightingale (André Reis)

Even in dreams there ain't such a delicate smile
Those little wings swept my feet for a while
Can't stand my ground, just waiting for the sound of you

You ignore me just to tease, oh I know
'cause when you see me I see that your eyes glow
but you provoke to tame me and hold me still

I won't get in your way, fly as you must
fly, my little bird
And when there's oceans and hills apart
I'll reach you, so don't give up

My Nightingale
My Nightingale

You feel lonely and start to wonder
You have never let those thoughts bring you under
But I know you well and you amaze me when you show that you're stronger

The path we walk few would dare to take
to live an ilusion that we cannot break
we'll be apart, but our hearts will still be the same.

Make your stand and fly your way
Fly, my pretty bird
And when you think there's no one beside you
just reach your hand and I'll pull you up!

My Nightingale
My Nightingale
comes the end of our tale.


Tuesday, December 20, 2011

A Armada Milenar

Então amiguinhos, eu estou com um novo Blog, focado apenas em textos relacionados aos Caçadores de Demônios. Se quiserem prestigiar o novo local com suas visitas, eu agradeço. O Metal Semanal continunará tão metal quanto semanal, como sempre foi! Ou seja, pouco metal, e com surtos de posts.

Dito isso:
A Armada Milenar

Saturday, December 17, 2011

Um minuto antes do show começar

As mãos dele tremem. O sol escaldante o castiga. Ele pensa em todo o mal que sentiu na última semana, pensando se tinha sido um completo idiota com aquela pessoa importante, e se ela um dia lhe perdoaria, se esse fosse o caso.
Ele olha para o parco público. Ele estava tenso, com a guitarra ainda no colo. Uma pequena vibração em seu bolso indica uma mensagem em seu celular. Ele pega o aparelho com sua ansiedade quase derrubando-o, e uma lágrima furtiva se forma em seu olho direito. Lágrima de felicidade.
Ele sempre disse que preferia vê-la feliz do que disponível, que queria apenas ser importante na vida dela, da maneira que fosse possível. A mensagem era um mero "boa sorte no show", e foi o suficiente para que ele entendesse que era importante. Ele agradece, guarda o celular, abaixa a cabeça, respira fundo, e pisa no palco.
Ele escreveu dezenas de músicas tendo ela em mente. Músicas tristes, músicas felizes, mas todas as músicas lembravam dos poucos momentos que passaram juntos.
Ele olha para o público parco, e enquanto a palheta ataca os primeiros acordes distorcidos e saturados ele se pergunta: como alguém de ombros tão pequenos conseguia ser tão forte?
A música continua tocando, mas ele avança para seu próprio caminho, enquanto cantava com todo seu fôlego desejando sorte para aquela amiga especial que seguia um árduo caminho por conta própria, e que ele sabia que ela nunca pestanejaria.

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Monday, November 21, 2011

O caminho


Caminhar sozinho torna a viagem muito mais difícil.
Muitos não sabem a sorte que tem quando encontram alguém disposto a segurar sua mão por todo o percurso.
Muitos acham que quando a pessoa solta de sua mão é porque ela não aguenta mais ser o apoio de que necessitam. Quantas vezes você já parou para pegar fôlego enquanto caminhava?
Eu? Bem, eu sempre caminhei sozinho. Se isso me tornou mais forte, ou mais estranho, não há como eu lhes dizer.
Mas eu continuo caminhando. Minhas pernas ficam mais pesadas, meu corpo fica mais fraco e minha visão inclusive perde o foco. Mas assim mesmo eu dou mais um passo. Eu deixo gotas de suor cair, para que sirvam como uma trilha para que você me encontre. Mas eu sei que você não está seguindo o mesmo caminho que eu.

Eu torço para que você me encontre no fim da jornada, ou que em algum ponto os nossos caminhos se cruzem novamente, mas eu já estou cansado. Eu sinto como se pudesse desistir a qualquer segundo. Ofegante e asmático, embora eu nunca tenha sofrido de asma, eu sinto como se cada passo meu viesse de um solo coberto por areia movediça, me puxando e me testando. Tentando me engolir e consumir a pouca energia que me resta. Cada passo que eu dou, é como se eu tentasse quebrar uma barreira de espinhos que me cortam aos poucos. Então eu olho para trás.
O caminho que eu deixei, que eu marquei com meu suor, com meu sangue e com minhas lágrimas está logo atrás de mim. Não posso voltar agora. Não quero voltar agora. Não há nada mais para mim no começo do caminho que percorri. Talvez houvesse para a pessoa que começou essa jornada, mas já passei por tanto desde que a iniciei, que eu não sinto como se ainda fosse aquela mesma pessoa.
Aquele que começou a caminhar por solidão, que correu para lhe alcançar, agora dita seu próprio rumo e seu próprio ritmo. Estou bem, mesmo estando sozinho. O peso daquela tristeza não me deixa mais mortificado, é apenas mais um peso. Eu aprendi a lidar com isso.
Quando nos encontrarmos do outro lado dessa estrada, espero que você tenha orgulho de mim. Se não tiver, não importa tanto. Não vou mais ficar tão atordoado, ou ceder às minhas fraquezas. Eu sei que fiz tudo que poderia fazer, e agora não depende só de mim. Eu vou lhe estender a mão no final desse caminho, e mesmo se você ainda for muito orgulhosa para aceitar meu apoio, você pode pegar minha mão sem dizer uma palavra.
Eu caminharei ao seu lado.

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Saturday, November 19, 2011

O Yankee

O nome dele significa Chama Viril. O nome dele vem de duas línguas completamente diferentes, mas não foi escolhido por acaso. E nas costas de sua jaqueta, ele carrega os ideogramas que representam seu nome. Mas não tente ridicularizá-lo por isso. Ele é temido em todo lugar que vai, é respeitado também, de uma forma bizarra. É um Yankee.
Ele comanda um pequeno grupo de arruaceiros em seu colégio. Alguns dizem que ele é desse jeito por ter diversos problemas familiares. Outros dizem que ele sofria nas mãos de colegas mais velhos e decidiu se impor. Poucos sabem que na verdade ele luta porque gosta, ele luta para aplacar uma fúria que queima suas entranhas.
Ele já havia desistido de ir para o colégio por duas vezes, sendo sempre convencido a voltar por uma amiga de infância. Ele mal sabe o que ela sente pelo amigo, ela, por sua vez, sabe que é uma das poucas pessoas que podem exercer qualquer controle sobre aquela fera.
Muitas pessoas o desprezam, por ele ser um perdido na vida, por ele ser uma pessoa inútil para a sociedade, mas há um motivo para aquela chama continuar acesa por tanto tempo. Justamente por ser alguém perdido na vida, ele continua a lutar.
Todo mundo em certo ponto já se sentiu sem rumo, como se a vida não fizesse o menor sentido. O Yankee acredita que a maioria dessas pessoas aceita seu destino e seguem o fluxo, seguem um rumo pré-determinado e não tem a coragem de mudar, a coragem de pegar o destino pelos seus chifres e derrubá-lo no chão, fazê-lo dobrar à sua vontade.
É por isso que ele luta: apesar de todos os seus defeitos, ele nunca teve medo de caminhar seu próprio caminho, estando ele certo ou errado, ele não será nunca pequeno como pessoa para culpar os outros por seus fracassos.

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